A NR-1 passou por mudanças importantes e, a partir de 2026, o olhar da fiscalização deve ficar ainda mais atento para um ponto que muita empresa ainda não estruturou direito: os riscos psicossociais.

Se você atua em RH, segurança do trabalho ou gestão em Itajubá e região, entender essas mudanças e se antecipar é fundamental para evitar autuações, reduzir adoecimentos e organizar o GRO/PGR com segurança.

Neste artigo, vamos recapitular o que muda na NR-1, explicar o que são os riscos psicossociais e mostrar como a Clínica Itajubá pode ser uma parceira estratégica nesse processo.

O que muda na NR-1 a partir de 2026?

A nova redação da NR-1, especialmente no capítulo que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), passa a exigir de forma mais clara que as empresas incluam os riscos psicossociais no seu inventário e plano de ação.

Na prática, isso significa que, além dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, a empresa também deve:

  • Identificar riscos relacionados à organização do trabalho (cobrança excessiva por metas, jornadas desgastantes, falta de pausas etc.);
  • Avaliar situações de assédio, sobrecarga, isolamento, falta de apoio da liderança e outros fatores que impactam a saúde mental;
  • Registrar essas informações no PGR, com medidas de prevenção, acompanhamento e revisão periódica.

Outra mudança importante é o calendário de implantação:

  • A partir de 26 de maio de 2025, a aplicação tem caráter mais educativo, com foco em orientação e adaptação;
  • A partir de 26 de maio de 2026, a expectativa é de fiscalização com possibilidade de autuação, caso a empresa não esteja adequada.

Ou seja: 2025 é o ano para organizar a casa, e 2026 é o ano em que a NR-1 passa a “valer pra valer” em termos de cobrança.

O que são riscos psicossociais na NR-1?

Os riscos psicossociais, no contexto da NR-1, são fatores do ambiente e da organização do trabalho que podem causar sofrimento mental, adoecimento psíquico ou agravar problemas de saúde já existentes. Alguns exemplos práticos:

  • Metas inalcançáveis ou cobranças incompatíveis com a realidade;
  • Falta de clareza de funções ou conflitos constantes de papel;
  • Assédio moral, humilhações, ameaças veladas;
  • Jornadas extensas, ausência de pausas, plantões exaustivos;
  • Trabalho solitário, sem apoio da equipe ou liderança;
  • Ambiente de trabalho inseguro do ponto de vista emocional.

Esses fatores podem se manifestar em quadros como:

  • Ansiedade intensa;
  • Insônia;
  • Irritabilidade e alterações de humor;
  • Queda de desempenho;
  • Afastamentos frequentes;
  • Burnout e outros transtornos relacionados ao trabalho.

A partir das mudanças na NR-1, ignorar esses riscos deixa de ser apenas um problema de gestão e passa a ser também um problema de conformidade legal.

NR-1, NR-17 e ergonomia: como tudo se conecta

Outro ponto importante da atualização é a integração com a NR-17 (Ergonomia). A abordagem passa a ser feita em etapas, normalmente seguindo esta lógica:

  • Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP): uma primeira análise dos postos e da organização do trabalho;
  • Análise Ergonômica do Trabalho (AET), quando necessário: estudo mais aprofundado, considerando aspectos físicos, cognitivos e organizacionais.

Aqui, não estamos falando apenas de cadeira, mesa e postura, mas também de:

  • Ritmo de trabalho;
  • Pausas e intervalos;
  • Exigência de atenção constante;
  • Exposição a situações de pressão emocional;
  • Demandas cognitivas e de responsabilidade.

Ou seja, riscos psicossociais e ergonomia passam a caminhar juntos dentro do GRO e do PGR.

Participação dos trabalhadores e documentação

As mudanças na NR-1 também reforçam a importância da participação dos trabalhadores na identificação e avaliação dos riscos. Na prática, isso significa:

  • Ouvir os colaboradores sobre condições de trabalho;
  • Registrar queixas recorrentes e sinais de adoecimento;
  • Envolver diferentes áreas (RH, SESMT, lideranças) na construção das soluções;
  • Manter tudo documentado em PGR, laudos, relatórios e registros de acompanhamento.

Esses documentos precisam estar organizados e disponíveis em caso de fiscalização. Mais do que “papel para cumprir norma”, essa documentação serve como histórico de gestão de riscos e pode proteger a empresa em situações de litígio.

Como sua empresa pode se preparar para a NR-1 em 2026

Alguns passos práticos para quem quer começar 2026 com a NR-1 em dia:

  • Revisar o GRO e o PGR, incluindo de forma estruturada os riscos psicossociais;
  • Alinhar RH, jurídico, SESMT e lideranças em uma mesma linguagem sobre saúde mental no trabalho;
  • Mapear setores e funções com maior potencial de desgaste emocional;
  • Reforçar a importância dos exames ocupacionais e complementares, avaliações clínicas e acompanhamento de afastamentos;
  • Contar com apoio de profissionais especializados em medicina do trabalho.

É aqui que a parceria com uma clínica especializada pode fazer toda a diferença.

Conte com a Clínica Itajubá para começar 2026 com a NR-1 em dia

A Clínica Itajubá atua há anos com medicina do trabalho na região de Itajubá e municípios vizinhos, oferecendo suporte completo para empresas que desejam alinhar saúde, segurança e conformidade legal. Podemos ajudar sua empresa a:

  • Organizar exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho, mudança de função e demissionais;
  • Realizar exames complementares (audiometria, espirometria, eletrocardiograma, avaliação psicossocial, entre outros);
  • Apoiar na implementação e atualização do PCMSO, em sintonia com o PGR;
  • Orientar sobre a aplicação prática da NR-1 e dos riscos psicossociais, integrando as exigências com a rotina da sua empresa;
  • Produzir documentação técnica de forma organizada, facilitando auditorias e fiscalizações.

Se você quer começar 2026 com a NR-1 em dia, sem improvisos e com mais segurança, a Clínica Itajubá pode ser sua parceira nesse processo.

Entre em contato com a nossa equipe e vamos construir, juntos, uma gestão de saúde ocupacional mais humana, estratégica e alinhada à legislação.

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